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Ar-condicionado de chão: como funciona e qual escolher

EM UMA FRASE

O ar-condicionado de chão pode ser o split piso-teto, fixo rente ao rodapé e com o motor na área externa, ou o portátil sobre rodinhas, que precisa de um duto para jogar o ar quente pela janela.

Meça a distância até a janela antes de decidir pelo portátil.

fonte de calor aparelho ar quente volta
O aparelho na parede, o caminho do ar frio pelo cômodo e o retorno do ar quente.

Nenhum aparelho de chão fabrica frio

O ar-condicionado não cria ar gelado. Ele tira o calor de dentro do cômodo e joga esse calor para fora. O ventilador puxa o ar quente da sala, esse ar atravessa as aletas geladas da serpentina (as lâminas de metal bem fininhas, uma do lado da outra), o fluido refrigerante absorve o calor e o ar volta para o cômodo já frio.

Esse calor precisa de um caminho para sair. No split piso-teto, o caminho é a unidade externa, presa do lado de fora. No portátil, é o tubo sanfonado encaixado na janela. Se esse caminho ficar fechado, o aparelho vira um aquecedor caro, porque o motor continua puxando energia ali dentro, e o calor que acabou de ser recolhido volta para o próprio quarto.

O ar frio é mais pesado que o ar quente e tende a ficar embaixo. Por isso, no piso-teto instalado no chão, o que faz o frio chegar longe é a força do jato. Ele lança o ar mais longe do que um split de parede, e é isso que ajuda a gelar uma sala ampla ou de pé-direito alto.

O split piso-teto deixa o barulho na rua

A unidade interna fica em pé, rente ao rodapé. O compressor, que é a peça barulhenta, está na unidade externa. Dentro do cômodo você escuta só o sopro da ventilação.

O preço disso é a obra. É preciso furar a parede, levar a tubulação de cobre até a condensadora (a unidade externa), fazer o vácuo nessa tubulação e ter um ponto elétrico só para o aparelho. Os modelos de alta capacidade não existem em 127 V. Eles precisam de 220 V e de um disjuntor exclusivo no quadro. Uma instalação assim é serviço de técnico, porque envolve o vácuo na tubulação e a parte elétrica.

O portátil deixa o barulho com você

É um bloco único sobre rodinhas. O compressor trabalha dentro do próprio quarto, e o ruído do motor fica ali o tempo todo, junto com você.

Ele também produz água, porque, enquanto gela, o aparelho tira umidade do ar. Essa água fica num reservatório interno que você esvazia de tempos em tempos, ou escorre por uma mangueira de dreno até um ralo próximo.

Em compensação, não tem obra. Você tira da caixa, encaixa o duto na janela e liga. É o que resolve o apartamento alugado e o cômodo onde furar a fachada está fora de questão.

O que pesa na escolha

Três coisas decidem: se você pode furar a parede, quanto barulho aguenta dentro do cômodo e o tamanho do ambiente. O piso-teto é o caminho mais caro, porque soma o aparelho, o material e a mão de obra da instalação, mas é ele que dá conta de uma área grande. Já o portátil é o caminho sem obra, e rende no cômodo fechado e pequeno, com a janela por perto.

Quando parar e chamar um técnico

Desligue o disjuntor na hora se sentir cheiro de queimado na tomada ou se a chave cair toda vez que o compressor tenta ligar.

Desligue o aparelho e chame a assistência técnica se ele parar de gelar de repente, mostrar código de erro piscando no visor, fizer barulho metálico vindo de dentro ou vazar água sem parar por baixo. Se você suspeitar de vazamento de gás, chame sempre um técnico, porque o teste precisa de ferramenta de medição, e a recarga de gás não dá para fazer em casa.

O que muda na prática

Espaço em volta

folga livre

Se o aparelho fica encostado no sofá, na cortina ou na parede, o ar não entra nem sai direito, e ele gela menos gastando a mesma energia.

Diversas

O duto do portátil

sem dobras

O tubo tem que ir esticado e livre até a janela, porque cada curva apertada faz o calor que devia sair ficar preso dentro da máquina.

Diversas

Antes de escolher o tamanho

3 contas

A metragem do cômodo, quantas pessoas ficam ali e se bate sol direto. Se você errar nessas contas, acaba gastando muito e gelando pouco.

Diversas

Mitos e pegadinhas

dizem que… Lavar a tela do filtro em casa substitui a revisão do aparelho.
na prática… A água tira a poeira da tela, mas as aletas de metal (as lâminas bem fininhas da serpentina) e a bandeja de dreno juntam sujeira e mofo que só saem na limpeza química, com o aparelho aberto por um técnico.
dizem que… Se parou de gelar, é só abrir a tampa e limpar por dentro.
na prática… Atrás da tampa tem circuito elétrico energizado, com risco de choque, e gás sob pressão. Sem ferramenta de medição, abrir o aparelho acaba causando mais um defeito, além do que ele já tinha.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. A regra do condomínio sobre furar a fachada e pendurar a condensadora. Se ela proibir, o piso-teto sai da lista antes de qualquer outra conta.
  2. O caminho do ar quente. No fixo, você precisa de um lugar arejado do lado de fora para a condensadora. Já no portátil, precisa de uma janela perto o bastante para o duto ficar curto.
  3. A tomada. O piso-teto de alta capacidade não vem em 127 V e precisa de um disjuntor só dele no quadro. Já o portátil liga em tomada comum, desde que a tensão do aparelho seja a mesma da sua casa.

Se o portátil está na sua lista, veja se ele resfria mesmo e até que tamanho de cômodo ele dá conta.

veja como esse tipo se sai numa comparação completa — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

O ar-condicionado de chão também esquenta no inverno?
Só a versão quente e frio. Nela, o fluido refrigerante passa a correr no sentido contrário, e a unidade de dentro começa a soprar ar quente. O modelo só frio não faz isso.
Condicionador de ar e ar-condicionado são a mesma coisa?
São o mesmo aparelho. Condicionador de ar é o nome técnico que aparece nos manuais e nas fichas; na loja e na conversa ele vira ar-condicionado.

fontes: Diversas

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