Ar-condicionado no modo quente gasta mais energia?
Não por estar no modo quente. O consumo no quente é praticamente o mesmo do frio, porque o aparelho não tem resistência elétrica. Em vez de produzir calor, ele leva o calor de fora para dentro.
Deixe o controle numa temperatura confortável e não abra a porta a toda hora.
etiqueta do INMETRO: consumo anual dividido por 12, num uso padrão de referência, medido no ciclo frio
| Capacidade | Mediana na etiqueta | Variação observada |
|---|---|---|
| Split inverter 9.000 BTUs | 30,3 kWh/mês | 23,9 a 40,2 kWh/mês |
| Split inverter 12.000 BTUs | 40,1 kWh/mês | 31,8 a 53,1 kWh/mês |
| Split inverter 18.000 BTUs | 60,6 kWh/mês | 45,7 a 69,7 kWh/mês |
etiquetas INMETRO dos modelos que acompanhamos
O que mais pesa na conta
2,0 kWh por hora
um aquecedor de resistência chega a consumir 2,0 kWh a cada hora ligado, e o ar-condicionado no quente entrega de 3 a 4 vezes mais calor com a mesma energia, porque ele só muda o calor de lugar, em vez de esquentar uma resistência.
1.500 W
numa comparação publicada pelo TechTudo, ao longo de uma noite de oito horas, um ar-condicionado inverter de 9.000 BTUs gasta 62,5% menos energia que um radiador a óleo de 1.500 W. E o radiador ainda demora mais para o quarto ficar morno.
até 3 vezes mais
segundo a Daikin, o aquecedor halógeno chega a gastar até três vezes mais energia que um ar-condicionado quente e frio. Ele esquenta usando a eletricidade direto para acender os filamentos.
Por que o motor é o mesmo nos dois modos
O aparelho não produz calor, só leva o calor de um lado para o outro. No verão, ele tira o calor do quarto e manda para a rua. Já no inverno, uma peça chamada válvula reversora muda o sentido em que o gás circula. O compressor continua o mesmo e gira do mesmo jeito, mas a parte de dentro, que esfriava, passa a esquentar.
É por isso que o aparelho consegue esquentar mesmo com o ar gelado lá fora. Mesmo gelado, esse ar ainda tem calor, e é ele que o aparelho recolhe e solta dentro do quarto. A eletricidade vai só para levar esse calor para dentro, e não para esquentar um metal, como nos aquecedores elétricos. Então o consumo fica no mesmo nível nos dois modos.
Não existe medição oficial do modo quente no Brasil
A etiqueta do INMETRO mede o ciclo frio. Não há tabela brasileira que meça quantos kWh o aparelho gasta aquecendo, então ninguém consegue te dar esse número com honestidade. Por isso, a melhor referência que existe é a própria etiqueta. Como o compressor é o mesmo nos dois sentidos, a tabela acima também dá uma ideia do gasto no quente, só que ele sobe quando a diferença entre a temperatura lá fora e a que você pediu fica maior, como numa noite muito fria. Mas lembre que esse valor vale para um uso padrão de referência, que não é igual à sua rotina em casa.
O que faz a conta subir de verdade
É a diferença entre a temperatura lá fora e a que você marcou no controle. Quanto maior essa diferença, mais tempo o compressor fica trabalhando até chegar lá. É isso que faz a conta subir, e não o fato de o aparelho estar no modo quente. Numa madrugada muito fria, o aparelho quase não para de trabalhar, e o mesmo acontece se ficar uma fresta aberta, porque o calor escapa na mesma velocidade em que entra.
O sinal de que algo está errado é o aparelho ligar, soprar ar e o quarto não esquentar.
Quando parar e chamar um técnico
Antes de chamar alguém, confira se o controle está mesmo no modo quente, com o símbolo do sol, e se o seu aparelho é quente e frio de verdade. Vários fabricantes usam o mesmo controle tanto nos modelos quente e frio quanto nos que só gelam, e a etiqueta colada no aparelho tira essa dúvida. Mas se estiver tudo certo e o aparelho só ventilar, sem esquentar, ou esquentar muito pouco e não melhorar com o passar das horas, a válvula reversora pode estar travada. Nesse caso, você está pagando a energia sem receber o calor. Isso não se resolve no controle nem no filtro. É serviço de técnico, porque o conserto da válvula envolve mexer na parte elétrica e no gás refrigerante do aparelho. Chame também quando o cômodo nunca chega no ponto, porque a capacidade do aparelho pode ser pequena para o tamanho do ambiente.
Hábitos que cortam a conta
- Não coloque na temperatura máxima achando que o quarto vai esquentar mais rápido, porque isso não acelera o aparelho. Ele só fica mais tempo ligado.
- Vede as frestas de porta e janela em vez de só encostar a porta, porque o ar frio que entra por baixo mantém o compressor trabalhando.
- Lave as telas do filtro com água corrente e só coloque de volta depois de secas, porque o filtro entupido bloqueia a passagem do ar.
- Não espere o quarto ficar gelado para ligar: quanto maior a distância até a temperatura que você quer, mais tempo o compressor fica trabalhando.
- Peça ao técnico a higienização profunda da serpentina e da turbina, porque a lavagem da tela em casa não chega até essas partes.
Para entender como o motor vai ajustando a velocidade para manter a temperatura estável sem picos de energia, veja o que é ar-condicionado inverter e como funciona.
calcule na sua tarifa, com o kWh do seu aparelho — Calculadora de Ar-Condicionado
Perguntas que chegam junto
O modo quente estraga o ar-condicionado se usado por muitas horas?
Por que parece que o aparelho se esforça mais no inverno?
Ter a função quente enfraquece o modo frio ou encarece a instalação?
fontes: Etiquetas INMETRO, TechTudo, Daikin, Diversas
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- Quem leu isto também costuma ver ar-condicionado portátil consome muita energia?Um portátil de 12.000 BTUs puxa de 1.100 W a 1.300 W e gasta mais que um split inverter, porque a parte quente fica dentro do cômodo.
- Outra situação parecida: qual marca de ar-condicionado gasta menos energia?Só a marca não garante economia. Dois splits inverter do mesmo tamanho gastam bem diferente, e o que decide a conta é o consumo na etiqueta do INMETRO.