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Ar-condicionado para elevador funciona mesmo?

EM UMA FRASE

O ar-condicionado para elevador funciona porque é um bloco único preso sobre a cabina, que manda o ar gelado por dutos e evapora a água da condensação dentro da própria máquina, sem pingar no poço.

Antes de pensar no aparelho, confira o prédio, porque é nele que a instalação quase sempre trava.

Como funciona em cima da cabina

Em casa, o split tem duas partes separadas. A que gela fica no quarto, e a condensadora fica parada do lado de fora, na fachada. Já no elevador, as duas partes ficam juntas dentro de uma única carcaça de metal, presa sobre o teto da cabina, e sobem e descem com ela o dia inteiro.

A máquina puxa o ar quente de dentro da cabina, passa esse ar por uma serpentina fria e devolve o ar gelado por dutos flexíveis ligados a difusores no teto falso. O problema é a água da condensação. Em casa, essa água escorre por uma mangueira até o ralo. No poço do elevador, uma mangueira solta pingaria sobre cabos de aço, placas eletrônicas e travas de segurança.

Por isso o aparelho não tem dreno aberto. Segundo a Otis, o próprio calor da condensadora evapora essa água ainda dentro da máquina, antes que ela vire gota.

Para onde vai o calor

O calor que o aparelho tira da cabina não vai para a rua. Ele vai para dentro da caixa de concreto por onde o elevador anda. Em um prédio alto, esse poço funciona como uma chaminé fechada. Se o topo não tem veneziana nem exaustor, o ar quente fica preso ali e volta para o próprio aparelho. É por isso que a Otis define uma temperatura máxima dentro do poço. Passou do limite, o compressor entra em proteção e para de gelar. Parece defeito do ar-condicionado, mas o problema é a ventilação do prédio.

Energia e normas

O aparelho não se liga na luz da cabina. Segundo a Novair, esses equipamentos funcionam em 220 V e têm uma linha própria, o cabo flat, que fica preso à cabina e sobe e desce junto com o elevador, separado dos comandos do painel. Puxar energia do circuito de iluminação queima esse circuito e derruba a energia da cabina.

No transporte vertical, que é o caso dos elevadores, valem normas próprias, diferentes das do ar-condicionado de parede. A Otis cita a NM 207:1999, que exige ventilação permanente na cabina mesmo com o ar desligado. Quem fica preso lá dentro precisa continuar respirando ar renovado, com ou sem energia.

Quanto custa

Esses aparelhos não aparecem em loja com preço na etiqueta. A Novair, como as outras empresas do setor, atende por cotação. Você envia o projeto, e a empresa responde com o orçamento.

E o orçamento não é só a caixa de metal. Entram o cabo móvel, que acompanha a altura inteira do prédio, as peças de fixação aprovadas para aquele modelo de cabina e a mão de obra de quem tem habilitação em transporte vertical. É essa parte que mais muda de prédio para prédio, e é ela que costuma explicar a diferença entre duas propostas com o mesmo aparelho.

Quando parar e chamar a conservadora

Se você notar água pingando no piso da cabina, barulho de atrito sobre o teto falso ou o elevador parando fora do nível do andar, pare o equipamento no térreo e chame a empresa que faz a manutenção. Qualquer verificação na parte elétrica começa com o disjuntor geral da cabina desligado, na casa de máquinas. Ninguém sem treinamento sobe no teto do elevador, onde existe risco de prensamento mecânico e de choque de alta tensão.

O que muda na prática

Temperatura máxima

45 °C

Até essa temperatura dentro do poço, o aparelho ainda consegue soltar ali o calor que tira da cabina.

Otis

Capacidade de refrigeração

8.500 a 11.900 BTU/h

Faixa de potência que atende cabinas de 8 a 18 passageiros.

Novair

Folga no topo

47 a 63 cm

Vão livre entre a cabina no último andar e a laje do prédio.

Novair

Mitos e pegadinhas

dizem que… Dá para colocar um ar split doméstico em cima do elevador.
na prática… Os tubos rígidos de cobre e a mangueira de dreno não aguentam a partida, a frenagem e a trepidação de todo dia. E, solta no poço, essa mangueira ainda pinga sobre os cabos.
dizem que… O contrato mensal de manutenção do elevador já cobre o ar-condicionado.
na prática… As conservadoras, que são as empresas de manutenção do elevador, cuidam da parte eletromecânica da cabina. Já o ar-condicionado entra como um aditivo no contrato ou como visita avulsa.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. O aparelho precisa caber no vão livre acima da cabina, com ela parada no último andar. Quem mede isso é a conservadora. Nunca suba no teto do elevador por conta própria.
  2. O topo do poço precisa ter ventilação. Sem veneziana nem exaustor, o calor que o aparelho solta ali fica preso e, no dia mais quente, faz o compressor entrar em proteção e parar de gelar.
  3. A placa dentro da cabina diz a lotação de passageiros. É esse número que a fornecedora usa para dimensionar a potência.

Já o ar-condicionado de casa se escolhe de outro jeito, comparando a capacidade e o consumo lado a lado.

quem já decidiu por este tipo costuma comparar por aqui — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Quem pode instalar o aparelho no teto da cabina?
A empresa que faz a manutenção do elevador, ou uma equipe autorizada por ela. Isso porque a fixação, a furação para os dutos e a ligação elétrica são feitas em cima da cabina, onde há risco de prensamento e de choque.
Se o aparelho não tem dreno, por que ainda pode cair água dentro da cabina?
Quando a vedação dos dutos fica mal feita, a umidade condensa na chapa do teto falso e escorre para dentro, sobre as pessoas. O defeito está no acabamento da instalação, e quem instalou precisa voltar.

fontes: Otis, Novair

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