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Qual a bitola de fio para ar de 18.000 BTUs?

EM UMA FRASE

Use cabo de 2,5 mm² a 4,0 mm² em 220 V, que é a tensão desses aparelhos, e disjuntor curva C de 16 A a 20 A. Acima de 30 metros de cabo, suba para 4,0 mm².

Olhe a plaqueta da condensadora e anote a corrente em amperes antes de comprar o cabo.

O que a espessura do cobre faz

A fiação do ar-condicionado se resume à escolha da bitola, que é a área de cobre dentro do fio, medida em milímetros quadrados. É por esse cobre que passa toda a corrente que o compressor e os outros motores do aparelho puxam.

Se o fio for fino demais para a corrente que passa por ele, ele esquenta. A resistência do cobre vira calor dentro da parede, o isolamento plástico cozinha e a tensão chega mais fraca no aparelho. E, com a tensão fraca, o compressor tem dificuldade para dar a partida.

Por isso, o que define a bitola não é o número de BTUs, mas dois dados: a corrente em amperes escrita na plaqueta da condensadora e o comprimento do caminho que o cabo faz até o quadro.

Por que um eletricista diz 2,5 mm² e outro diz 4,0 mm²

Os dois têm um pouco de razão. E é justamente no aparelho de 18.000 BTUs que essa discussão aparece, porque, segundo uma empresa de instalação, ele fica bem na transição entre as duas bitolas.

Quem fica em 2,5 mm² está no mínimo da norma. A NBR 5410, a norma brasileira de instalações elétricas, fixa 2,5 mm² como seção mínima de cobre em circuitos de força e tomadas de uso específico. Já quem vai direto para 4,0 mm² está deixando uma margem, pensando em aparelhos de corrente nominal mais alta ou em percursos compridos.

Mas os dois lados concordam que quem decide é a amperagem da plaqueta e a distância. A mesma empresa de instalação coloca o ponto de virada nos 30 metros. Acima disso, a resistência natural do cobre vai se somando ao longo do caminho e a tensão chega mais baixa do que deveria. Então, a bitola precisa ir para 4,0 mm². Já o disjuntor continua sendo o indicado para a corrente da plaqueta. E o disjuntor curva C é o tipo que aguenta o pico do motor na partida sem desarmar.

Quando parar e chamar um eletricista

Desligue o disjuntor geral antes de encostar em qualquer conexão do quadro.

Pare e chame um eletricista se o quadro de luz não tiver espaço para mais um disjuntor, se a casa não tiver aterramento funcionando, ou se o percurso passar de 30 metros e exigir cálculo de queda de tensão. E, se a ligação não seguir o que o manual do fabricante manda, você perde a garantia caso a placa eletrônica ou o compressor queimem.

O que muda na prática

Circuito padrão em 220 V

2,5 mm² a 4,0 mm²

Bitola para distâncias curtas, com disjuntor curva C de 16 A a 20 A.

Empresa de instalação

Percurso acima de 30 metros

4,0 mm²

O cobre mais grosso evita que a tensão caia demais no caminho. O disjuntor continua sendo o indicado para a corrente da plaqueta.

Empresa de instalação

Rede de 127 V

só 220 V

Nenhum dos splits de 18.000 BTUs que acompanhamos é de 127 V. Então o circuito precisa ser de 220 V, e, se a entrada da casa for monofásica, o primeiro passo é pedir a segunda fase à distribuidora.

anúncios que acompanhamos

Bitola recomendada por faixa de capacidade

9.000 a 12.000 BTUs

2,5 mm²

Nesses aparelhos, o cabo de 2,5 mm² dá conta, com disjuntor de 10 A a 16 A

24.000 BTUs

4,0 mm² a 6,0 mm²

Aqui o cabo precisa ser de 4,0 mm² a 6,0 mm², conforme a distância até o quadro e a corrente do modelo, com disjuntor de 20 A a 25 A

Empresa de instalação

Mitos e pegadinhas

dizem que… O disjuntor serve para proteger o ar-condicionado.
na prática… O disjuntor protege o cabo dentro da parede. Se a corrente sobe demais, ele desarma antes de o fio esquentar.
dizem que… Se o disjuntor fica caindo, basta trocar por um de maior amperagem.
na prática… Subir a amperagem sem engrossar o fio anula a proteção, segundo a Eletroproj. O fio passa a conduzir acima do que aguenta e cozinha o isolamento dentro da parede.
dizem que… Fio mais grosso do que o necessário nunca faz mal.
na prática… Segundo a Eletroproj, um cabo grosso demais para o borne do disjuntor (onde o fio é preso) cria mau contato no aperto, e esse mau contato esquenta.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. Leia a plaqueta metálica na lateral da condensadora e anote a corrente em amperes, porque é esse número que define o cabo, e não os 18.000 BTUs.
  2. Meça o caminho que o cabo faz, e não a distância em linha reta. As subidas, voltas e descidas dentro do conduíte também contam para saber se o cabo passa dos 30 metros, que é quando a bitola sobe.
  3. Mantenha o circuito só para o ar-condicionado, sem dividir com tomadas ou iluminação, e com fio terra na mesma bitola dos cabos principais.

A corrente de cada aparelho vem na plaqueta, e o guia sobre qual disjuntor usar mostra como ler esse número.

na hora de comprar, esta comparação ajuda — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Pode usar o fio de 1,5 mm² que sobrou da obra?
Não. A NBR 5410 fixa 2,5 mm² como bitola mínima em circuitos de força e tomadas de uso específico. Um cabo mais fino do que isso esquenta com o aparelho funcionando, e a capa plástica endurece e racha antes do tempo.
O inverter de 18.000 BTUs usa o mesmo fio que o convencional?
Não dá para assumir que sim. O que manda é a corrente nominal na plaqueta, e ela muda de aparelho para aparelho. Confira a corrente na plaqueta do modelo que você comprou e veja se a bitola que já está na parede dá conta dela.
Quanto custa puxar o ponto elétrico?
Não existe preço de tabela para isso. O orçamento sobe com a metragem de cabo, com a distância até o quadro e se for preciso rasgar a parede ou contornar o forro. Peça dois orçamentos com o percurso já medido.

fontes: Empresa de instalação, Eletroproj, LGL Engenharia, Anúncios que acompanhamos

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