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Qual é a potência de um ar-condicionado de 9.000 BTUs

EM UMA FRASE

A potência elétrica de um ar de 9.000 BTUs fica entre 750 W e 950 W no uso comum, porque o aparelho só leva o calor do quarto para fora, em vez de produzir frio.

O que pesa na conta não é o número de BTUs, e sim quantas horas o compressor fica ligado.

corrente em A tensão 127/220 V
A etiqueta lateral do aparelho, com a corrente em ampères e a tensão em destaque.

Como o aparelho funciona por dentro

O BTU mede calor, não eletricidade. Os 9.000 BTUs dizem quanto calor o aparelho tira do quarto em uma hora. A corrente que passa pelo fio da sua casa é outra coisa.

Em vez de fabricar ar frio do zero, o aparelho recolhe o calor que já está no quarto e joga esse calor na rua, com o fluido refrigerante circulando entre a unidade de dentro e a de fora.

Levar o calor de dentro para fora gasta muito menos energia do que produzir frio por resistência. Por isso o aparelho tira do quarto quase o triplo do calor que consome de eletricidade.

O que essa potência muda na prática

No dia a dia, a potência define a velocidade com que o quarto gela e quanto o aparelho pesa na conta de luz no fim do mês.

Você vai encontrar duas faixas de potência que não batem, e isso tem um motivo. A faixa da Revista Oeste é a potência de trabalho, a que o aparelho mantém no uso comum. Já as tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem do INMETRO registram a potência a plena carga, com o compressor em força máxima. E as duas estão certas, porque quando você liga o aparelho com o quarto quente, ele chega ao máximo, e depois que o ambiente alcança a temperatura programada, a potência cai.

É esse sobe e desce da potência que define o gasto por hora. Quanto esse gasto dá em reais depende da tarifa da sua distribuidora e de quantas horas o compressor fica de fato ligado.

Entre os dois tipos de motor, o inverter e o convencional, a diferença aparece no bolso. Segundo o INMETRO, estudos de fabricantes mostram que o inverter chega a economizar até 60% de energia em relação a um convencional do tipo liga-e-desliga. O convencional trabalha aos trancos, porque vai a 100% da potência, desliga quando o quarto gela e volta a ligar com pico de força. Já o inverter desacelera o motor e segura a potência baixa, o que dá menos oscilação de temperatura e menos barulho na parede de fora.

Sobre o preço, não existe uma resposta única. O inverter sai mais caro na compra e mais barato no uso. Quanto tempo essa diferença leva para se pagar depende de quantas horas por dia o aparelho fica ligado e da tarifa da sua cidade. A mão de obra da instalação também varia, porque depende do comprimento da tubulação de cobre e da dificuldade de acesso à fachada.

Quando parar e chamar um técnico

Antes de mexer em qualquer conexão ou fiação do ponto do ar-condicionado, desligue o disjuntor geral da casa.

Se o disjuntor desarma assim que você liga o aparelho, se os cabos esquentam ou se sai cheiro de queimado perto da fiação, pare de usar o aparelho na hora. O mesmo vale para vazamento na tubulação de cobre. Tanto um problema elétrico interno quanto a recarga de gás refrigerante exigem ferramenta própria, e por isso são serviço de técnico.

O que muda na prática

Potência na tomada

750 W a 950 W

É a faixa em que o aparelho trabalha no uso comum. Se for inverter, fica perto de 815 W.

Revista Oeste

A plena carga

800 W a 1.050 W

O que o aparelho puxa em força máxima, antes de o quarto gelar.

Tabelas do PBE/INMETRO

Gasto por hora

0,75 a 0,9 kWh

É o gasto com o aparelho ligado direto na faixa comum. Quanto isso dá em reais depende da sua tarifa.

Revista Oeste

Frio entregue

2.637 W térmicos

É o calor que o aparelho tira do quarto, quase o triplo da eletricidade que ele consome.

INMETRO

Mitos e pegadinhas

dizem que… O consumo que vem na etiqueta do INMETRO é o que você vai pagar por mês.
na prática… A medição oficial usa uma rotina padrão de 2.080 horas de uso por ano, segundo o INMETRO. Ela serve para comparar um aparelho com outro, mas não dá para usar esse número para prever a sua conta.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. Confira a tensão do ponto onde o aparelho vai ficar, porque, entre os modelos inverter que acompanhamos, 138 são 220 V e só um é anunciado como 127 V.
  2. Olhe o consumo de referência na etiqueta do INMETRO. Nos 30 modelos de 9.000 BTUs inverter que acompanhamos, ele vai de 23,9 a 40,2 kWh por mês, na média do ano, então dois aparelhos da mesma capacidade podem sair bem diferentes no fim do mês.
  3. Se o quarto pega sol da tarde na janela, tem laje sem forro ou fica com a porta aberta, o aparelho precisa trabalhar mais. Nesses casos, o compressor passa mais tempo em força máxima.

O tipo de motor é o que mais muda a conta. Para entender a diferença, veja o que é ar-condicionado inverter e como funciona.

na hora de comprar, esta comparação ajuda — Calculadora de Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Um ar-condicionado de 9.000 BTUs funciona em tomada 127 V?
A grande maioria dos modelos de 9.000 BTUs à venda no Brasil funciona só em 220 V. Se a sua casa tem apenas 127 V no ponto, é preciso puxar um circuito novo de 220 V do quadro, e isso é serviço de eletricista. Mas, se a sua ligação for monofásica, só o eletricista não basta, e antes você tem que pedir a segunda fase à distribuidora.

fontes: INMETRO, Agência Brasil, Revista Oeste, Etiquetas INMETRO dos modelos que acompanhamos

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