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Pressostato do ar-condicionado: para que serve

O pressostato fica preso à tubulação de cobre da unidade externa, e dois fios saem dele para o comando elétrico do compressor.

O PRIMEIRO OLHAR

O pressostato é a trava de segurança do circuito de gás. Ele corta a energia do compressor se a pressão cair por vazamento ou subir por superaquecimento, evitando a perda total do motor.

Desligue o disjuntor do aparelho antes de inspecionar fios e conexões.

O que muda neste ambiente

Como a pressão protege o coração do sistema

O compressor não tem um cárter fechado como o motor de um carro. O óleo que lubrifica ele viaja misturado ao gás refrigerante e só chega ao motor enquanto o gás circula. Se o gás escapa e a pressão da linha cai, o óleo para de voltar. O compressor gira a seco e funde em minutos.

O pressostato existe para impedir isso. Dentro dele tem uma câmara ligada à tubulação de cobre e um diafragma (uma membrana) que o gás empurra. Do outro lado do diafragma, uma mola calibrada de fábrica faz força contrária. Enquanto a pressão fica na faixa certa, os contatos ficam fechados e a corrente chega ao compressor. Quando a pressão sai dessa faixa, o equilíbrio se rompe, a mola move os contatos e o circuito abre. Na prática, é o disjuntor do quadro de luz, só que acionado por pressão em vez de corrente.

São dois cortes diferentes. O de baixa pressão atua quando falta gás na linha, e o de alta pressão atua quando o calor não sai da unidade externa. A pressão em que cada um desarma vem calibrada de fábrica e muda conforme o gás do circuito. O R32 e o R410A dos aparelhos residenciais trabalham com pressões bem mais altas que as do R134a do ar-condicionado de carro, então os valores que você encontra por aí para o R134a não servem de referência para o seu split.

Mas tem uma coisa que quase ninguém conta antes de a pessoa sair comprando a peça. O split residencial pequeno costuma não ter pressostato mecânico. Nele, a proteção vem de sensores de temperatura na serpentina, que evitam o congelamento e o excesso de calor de outro jeito. Já o pressostato dedicado é padrão nos sistemas comerciais, nas centrais de grande porte e no ar-condicionado de carro. Se o seu aparelho é um split de casa, confirme com o técnico se existe uma dessas peças ali antes de encomendar qualquer coisa.

Quando o aparelho desliga e não liga de novo por causa do pressostato, quase sempre a peça está boa. Ela está barrando a partida porque a pressão está fora da faixa. Se você trocar o pressostato sem medir a pressão do gás, vai gastar dinheiro sem resolver a causa, e o compressor continua exposto ao mesmo problema.

Tipo recomendado

Pressostato de reposição homologado

A peça de reposição precisa desarmar na pressão que o fabricante indica para o gás daquele circuito. Ela também precisa funcionar na mesma tensão de comando da condensadora (a unidade externa), que no Brasil é quase sempre 220 V.

Cuidados nesta situação

  • Com o disjuntor desligado, dê uma olhada nos fios do pressostato. Dá para ver a olho nu se tem terminal solto, fio derretido ou marca preta de queima. Não puxe nem force nenhum terminal.
  • Lave os filtros de ar e limpe a serpentina externa antes de trocar qualquer peça. O entupimento por sujeira é a causa clássica do desarme por alta pressão, e essa limpeza sai de graça.
  • Exija nota fiscal da peça e da instalação. O Código de Defesa do Consumidor dá 90 dias de garantia legal para peça e serviço.

ver o passo a passo de limpeza →

compare as opções que servem para esta situação — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Como o técnico confirma se o defeito é na peça ou no gás?
Ele conecta um conjunto de manômetros nas válvulas de serviço e lê a pressão real das linhas de baixa e de alta. Depois mede a continuidade elétrica (se a corrente passa ou não) nos terminais do pressostato com um multímetro, para ver se a chave abriu na pressão certa ou fora de hora.

fontes: Diversas

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