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Ar-condicionado para sala com cozinha americana

EM UMA FRASE

Faça a conta como se sala e cozinha fossem um cômodo só, somando as duas áreas e o calor dos aparelhos e das pessoas. Um ambiente de 30 m² a 35 m² precisa de a partir de 24.000 BTUs.

Veja por que o ar frio se espalha pelo espaço aberto e como chegar na potência certa.

fonte de calor aparelho ar quente volta
O aparelho na parede, o caminho do ar frio pelo cômodo e o retorno do ar quente.

Como o ar se comporta no espaço aberto

O ar frio é um fluido, então ele escorre pelo piso inteiro, e a bancada ou a ilha não barram esse ar como uma parede faria. E como fica tudo no mesmo ambiente, o calor do fogão, da geladeira e do micro-ondas acaba indo para o lado do sofá.

O compressor fica na unidade externa e bombeia o fluido refrigerante para tirar o calor de dentro de casa e levar para fora. No aparelho de liga e desliga, esse motor só trabalha na potência máxima. Ele gela, desliga de uma vez e fica parado esperando. Só que, num ambiente aberto, a temperatura volta a subir rápido, e o motor liga de novo, em ciclos curtos e pesados.

O inverter trabalha o tempo todo e muda a rotação do compressor, dosando a potência para compensar o calor que entra, em vez de ligar forte e desligar em ciclos.

Como chegar na potência certa

Meça a sala e a cozinha juntas, sem descontar balcão nem ilha. A base do cálculo é 600 BTUs por metro quadrado onde não bate sol direto, e 800 BTUs por metro quadrado onde bate sol todo dia. Some 600 BTUs para cada pessoa além da primeira. Some 600 BTUs para cada aparelho que esquenta: geladeira, micro-ondas, televisão, forno elétrico.

É essa soma que faz o número subir. Então não adianta calcular só pelo cantinho do sofá. Na conta tem que entrar a área inteira, mais o calor que a cozinha produz enquanto alguém está cozinhando.

Para comparar o que cada aparelho vai gastar na conta de luz, o que vale é a etiqueta. O Inmetro classifica os aparelhos pelo IDRS, um índice que mede o consumo ao longo da estação, com testes a 29 °C e a 35 °C. Os modelos inverter chegam à classe A.

O 220 V que quase ninguém checa antes

O split de alta potência, que é o caso aqui, quase sempre só existe em 220 V. Se as tomadas da sua casa são de 127 V, um adaptador não resolve. Você vai precisar de um circuito dedicado de 220 V, puxado do quadro de força, com disjuntor próprio, até o ponto da condensadora (a unidade de fora). E, se a ligação da casa for monofásica, antes de tudo você precisa pedir para a distribuidora ligar a segunda fase. Isso já é uma obra elétrica, e ela precisa entrar no orçamento antes mesmo do aparelho.

A mão de obra da instalação é cobrada à parte e depende do comprimento da tubulação de cobre e da quebra de parede. Por isso, peça o orçamento já com a metragem de cobre medida, porque sem isso o valor muda no dia do serviço.

Quando parar e chamar um técnico

Antes de abrir o quadro de força ou de mexer em qualquer fiação, desligue o disjuntor geral, por causa do risco de choque.

Chame um instalador credenciado para conferir no local a carga térmica (a mesma conta de BTUs que você fez), passar a tubulação de cobre e fazer as ligações elétricas. Furar parede estrutural e puxar um circuito de alta corrente é serviço de técnico, porque a parede pode ter uma viga e o circuito precisa ser montado com o fio e o disjuntor certos para o aparelho.

O que muda na prática

Economia do inverter

Até 60%

Segundo o INMETRO, estudos de fabricantes mostram que o inverter chega a gastar até 60% a menos que um aparelho de liga e desliga.

Inmetro

Split convencional 22.000 BTUs

sem dado

Os anúncios do Mercado Livre que acompanhamos ainda não têm split de 22.000 BTUs, então não temos um preço de referência para essa capacidade.

Mercado Livre

Multi-split inverter 24.000 BTUs

sem dado

É o sistema que divide o ar em dois pontos. Os anúncios do Mercado Livre que acompanhamos ainda não têm multi-split de 24.000 BTUs, então não temos um preço de referência.

Mercado Livre

Mitos e pegadinhas

dizem que… Existe um modelo de ar-condicionado feito para cozinha americana.
na prática… Nenhum fabricante vende essa categoria. O que resolve é calcular a potência para o espaço inteiro e usar um split de alta potência ou um multi-split.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. A metragem somada: meça a sala e a cozinha como um cômodo só, sem descontar balcão nem ilha.
  2. A carga de calor: conte a geladeira, o micro-ondas, o fogão e quantas pessoas ficam ali ao mesmo tempo.
  3. A rede elétrica: veja se a casa tem 220 V disponível e se sobra espaço no quadro para um disjuntor próprio.

Compare a capacidade que você calculou com a potência dos modelos, lado a lado.

veja como esse tipo se sai numa comparação completa — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Como sei que o aparelho que já tenho ficou pequeno demais?
Dá para perceber quando o ar frio não passa de dois metros da evaporadora (a unidade de dentro), o compressor fica ligado sem parar e a conta de luz sobe no fim do mês. Se o aparelho foi escolhido só pela área da sala de TV, quase sempre é isso.
Multi-split resolve melhor do que um split grande?
Resolve quando o ambiente tem barreiras, como uma parede de circulação ou um corredor. Nesse caso, você tem duas evaporadoras ligadas a uma só condensadora externa, e cada ponto fica com a sua própria temperatura. Só que o conjunto sai bem mais caro do que um split único de mesma capacidade.

fontes: Inmetro, Agência Brasil, Mercado Livre, Diversas

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