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Normas para instalar ar-condicionado em apartamento

O PRIMEIRO OLHAR

Em apartamento, a instalação depende da autorização do condomínio, de um circuito exclusivo (quase sempre em 220 V) e de ART ou RRT assinada por engenheiro ou arquiteto sempre que for preciso rasgar a parede ou puxar um circuito novo.

O síndico e a convenção dizem onde a condensadora pode ficar, então peça essa regra por escrito antes de escolher o aparelho.

não coletamos preço de serviço por região nesta rodada — as faixas citadas abaixo, quando existem, vêm de portais consultados, não de uma tabela regional própria.

O que está incluído e o que cobram à parte

Está incluído
  • Fixação dos suportes em alvenaria sólida da fachada ou da sacada
  • Furação em alvenaria convencional sem atingir vigas ou pilares
  • Teste de vazamento (estanqueidade) da tubulação de cobre com nitrogênio seco
  • Desidratação da tubulação com bomba de vácuo e vacuômetro digital
  • Conexão aos pontos de dreno e alimentação elétrica já existentes
Cobram à parte
  • Emissão de laudo técnico e taxa de ART ou RRT com engenheiro
  • Passagem de nova fiação até o quadro de luz e disjuntor dedicado
  • Rasgos em alvenaria e recomposição de gesso ou pintura
  • Instalação de bombas de condensado ou tubulação externa de dreno
  • Alterações na fachada ou pintura da condensadora na cor do prédio
As perguntas ao instalador
  1. Você faz o vácuo com vacuômetro digital e o teste de estanqueidade com nitrogênio antes de liberar o gás?
  2. Os suportes vão ser fixados em alvenaria sólida, e não em gesso ou parede oca?
  3. O ponto de dreno será conectado à prumada de esgoto ou ralo da unidade?
  4. A fiação elétrica será ligada a um disjuntor exclusivo no quadro?
  5. Os furos vão ficar totalmente fora de vigas, pilares e blocos estruturais?
  6. Quem assina a ART ou a RRT desse serviço?
  7. Você passa um relatório técnico para entregar na administração do condomínio?

A parede de fora não é sua

O apartamento é seu até o reboco de dentro. A fachada, a parede externa e o espaço aéreo do lado de fora são área comum do prédio. Então, quando você pendura a condensadora ali, está ocupando um pedaço do condomínio. É por isso que, no apartamento, comprar um eletrodoméstico como o ar-condicionado vira uma obra com regras a seguir.

E a regra existe por três motivos concretos. A condensadora é um peso pendurado na alvenaria, e ela vibra o dia inteiro. O aparelho puxa uma corrente alta e contínua do quadro de luz, que foi planejado para aguentar o que estava na planta original. A serpentina produz água o tempo todo, e essa água precisa de um caminho até o esgoto. Quando cada morador resolve isso por conta própria, o resultado é a fiação que esquenta, a fachada manchada e o furo em viga que ninguém calculou.

As normas que o síndico vai cobrar

No Brasil, três textos tratam desse assunto.

Código Civil, artigo 1.336. Ele proíbe alterar a forma e a cor da fachada. É esse artigo que a administração usa para notificar quem instalou fora do ponto combinado, e é por causa dele que alguns condomínios pedem a condensadora pintada na cor da parede.

ABNT NBR 16280. É a norma de reforma em edifício. Ela exige plano de reforma e um responsável técnico sempre que a obra mexe na alvenaria ou na rede elétrica. É daí que vem a ART, assinada pelo engenheiro, ou a RRT, assinada pelo arquiteto. Esse documento põe o nome de um profissional habilitado no que foi feito na sua parede. E não é burocracia à toa, porque se o suporte cair ou o circuito esquentar, existe alguém tecnicamente responsável. Quem pode assinar esse documento e o que ele confere antes estão em ART para ar-condicionado em apartamento.

ABNT NBR 16655. É a norma da instalação do split em si. Ela cobre aparelhos de até 18 kW, o que dá 60.000 BTU/h: qualquer split residencial está dentro. É ela que manda testar a tubulação com nitrogênio seco e secá-la com bomba de vácuo antes de o gás entrar.

Três apartamentos, três caminhos

O tamanho da papelada depende do que já existe na parede.

No prédio com infraestrutura pronta, você vê nicho ventilado na varanda, tubulação de cobre e dreno embutidos e um disjuntor separado no quadro. É o caso mais simples, comum em edifício novo, porque não tem parede para rasgar nem circuito novo para puxar.

No apartamento antigo sem pré-instalação, não há furo, não há dreno e as tomadas são de 127 V e compartilhadas. As paredes podem ser estruturais. Nesse caso é obra mesmo, então o projeto vai para o síndico antes de alguém fazer o primeiro furo, e o engenheiro assina a ART.

No prédio de fachada restrita, o aparelho pode ser instalado, mas não pode ficar à vista. A convenção manda embutir a condensadora atrás de um gradil, apoiar na sacada abaixo do parapeito ou disfarçar na cor da fachada. Isso alonga a tubulação de cobre e entra no orçamento.

Em qualquer um dos três, a fixação segue a mesma lógica. Os instaladores calculam o suporte para aguentar o dobro do peso da condensadora, apoiado em alvenaria sólida. Uma máquina que vibra por anos a fio, a dez andares de altura, não pode estar presa em gesso nem em parede oca.

O caminho mais curto até a autorização

Peça a convenção e o regimento interno ao síndico e leia o que eles dizem sobre fachada. Depois, avise a administração que você pretende instalar o aparelho e peça o formulário padrão de reformas. Só então chame o instalador, já com a regra do prédio na mão, porque é ela que define onde a condensadora vai ficar. E, dependendo do lugar, muda quanto de tubulação de cobre você vai pagar.

Dá para fazer sozinho?

Split hi-wall em condomínio

Não faça sozinho

Para prender a condensadora na fachada e ligar a tubulação de cobre entre as duas unidades, é preciso ter ferramenta específica e um responsável técnico que assine o serviço.

Levantamento das regras do condomínio

30 MIN1 PESSOASEM GÁS

Você mesmo pode pedir a convenção, o regimento interno e a ficha de reformas direto com o síndico.

quem chegou até aqui costuma comparar por lá — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

Qual é o limite de ruído permitido para a máquina externa?
Pela norma NBR 10151, o limite depende do tipo de bairro. Em área estritamente residencial, é de 50 dB durante o dia e 45 dB à noite. Em área mista, mas com mais moradias que comércio, sobe para 55 dB de dia e 50 dB à noite. Uma condensadora desregulada passa disso com facilidade, e aí vem a advertência do condomínio.
A água do dreno pode pingar para fora da sacada?
Não. O dreno tem de ser ligado à rede de esgoto ou a um ralo interno. Água escorrendo pela fachada mancha a pintura, infiltra e pinga na varanda de quem mora embaixo.
O prédio já tem ponto, dreno e disjuntor prontos. Ainda preciso de ART?
Nesse caso não há reforma, porque ninguém rasga parede nem puxa circuito novo. O instalador só liga a unidade de dentro à de fora, faz o vácuo e libera o gás que já vem na unidade de fora. A ART entra quando alguém mexe na alvenaria ou na rede elétrica. Mesmo assim, pergunte na administração se ela exige o formulário de reformas para liberar a portaria e o elevador de serviço, porque, segundo a SíndicoNet, a maioria dos condomínios ainda pede o termo assinado por engenheiro ou arquiteto mesmo com a espera pronta. O que muda nesse caso está no guia de ART para ar-condicionado em apartamento.

fontes: ABNT, Código Civil, Sindiconet, BR Condos

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