pular para o conteúdo

Ar-condicionado central para casa funciona?

EM UMA FRASE

Funciona, e existem versões feitas para residência. Mas ele entra bem com a casa na planta ou em reforma completa. Se ela já está pronta e não tem forro, fica inviável, porque é preciso quebrar parede e laje.

Antes de pedir orçamento, veja em que fase está a obra e meça o pé-direito dos cômodos.

Como o frio chega em cada cômodo

Fora da casa fica uma única condensadora, ligada pelo forro a uma unidade em cada ambiente. Se três quartos estão vazios e só a sala está ocupada, as válvulas eletrônicas dos quartos fecham e o compressor lá fora desacelera, e o fluido vai para onde tem gente. As formas de levar o frio até os cômodos, por dutos ou por VRF, estão no guia do ar-condicionado central.

Nas versões com duto, o ar gelado não sai de um aparelho na parede. Ele é soprado por dentro do forro e entra no ambiente por grelhas ou frestas finas no teto.

Um detalhe que quase nenhum catálogo explica é que capacidade instalada não é a mesma coisa que capacidade simultânea. Numa casa com quatro quartos e uma sala, nem todos os cômodos precisam de resfriamento ao mesmo tempo. De dia, o calor está na sala e na cozinha, e os quartos ficam vazios. À noite, acontece o contrário. Por isso a máquina externa não precisa somar a capacidade de todas as unidades internas. Ela é dimensionada para o uso real da casa.

O que muda dentro de casa

A temperatura fica mais estável. Você não sente aquele vai e vem de rajada gelada e abafamento que acontece quando um aparelho de parede liga e desliga.

O barulho sai de perto de você. A peça que faz ruído em qualquer ar-condicionado é o compressor, e aqui ele fica no quintal ou numa área técnica. Nos quartos sobra o sopro do ar passando pela grelha.

A fachada fica limpa, sem aquele monte de caixas de metal penduradas na parede externa.

Em troca, a rede elétrica precisa dar conta. O sistema funciona em 220 V, com circuito e disjuntor exclusivos. Nas máquinas maiores, a ligação deixa de ser monofásica e passa a ser bifásica ou trifásica.

O que pesa no orçamento

O preço depende mais da obra do que da máquina, e é por isso que duas casas parecidas recebem propostas bem diferentes. Quatro coisas puxam o valor:

  • A carga térmica de cada cômodo: metragem, quantidade de janelas e de que lado bate o sol de manhã e de tarde.
  • O comprimento do cobre e dos dutos até o ponto mais distante da casa.
  • O serviço de gesso e alvenaria, porque o forro precisa esconder a rede e o dreno precisa de caimento para a água escorrer sozinha.
  • A adaptação do quadro elétrico: disjuntores, bitola (grossura) dos cabos e, em alguns casos, reforço da entrada de energia com a concessionária.

Se você já tem orçamentos na mão, peça o cálculo de carga térmica junto com o preço, porque assim dá para comparar melhor. Sem esse cálculo, duas propostas com o mesmo valor podem ter sido feitas como se fossem para casas diferentes.

Quando parar e chamar um técnico

Se aparecer mancha de umidade no forro de gesso, estalo metálico na máquina externa ou perda de rendimento em vários cômodos ao mesmo tempo, desligue o disjuntor do sistema no quadro de força e pare por aí. Vazamento de fluido e falha nas conexões se descobrem com manômetro, teste de estanqueidade (que confere se a tubulação está bem vedada) e bomba de vácuo. Por isso, é serviço de técnico de refrigeração, e carga de gás nunca é tarefa de morador.

Mitos e pegadinhas

dizem que… Ar-condicionado central serve apenas para shopping, hospital e prédio comercial.
na prática… Existem versões feitas para residência, que ficam embutidas no forro de gesso e têm controle separado em cada cômodo.
dizem que… Colocar o controle na temperatura mínima faz a casa gelar mais rápido.
na prática… O compressor já acelera no máximo até o ambiente chegar na temperatura escolhida. Colocar na mínima só impede que ele diminua a rotação depois, e isso gasta energia sem gelar mais rápido.
dizem que… Ar central resseca a casa e prejudica a respiração.
na prática… O forro abre espaço para caixas de filtragem mais grossas e para dutos de renovação, que trazem ar de fora. O que deixa o ar melhor ou pior é a limpeza desses filtros, e não o fato de o sistema ser central.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. Veja em que fase o imóvel está. O sistema entra bem com a casa ainda na planta ou em reforma completa, mas fica inviável se ela já está pronta e não tem forro, porque aí é preciso quebrar parede e laje.
  2. Meça o pé-direito dos cômodos. O rebaixo de gesso que esconde dutos e tubulação come altura, e em teto baixo o ambiente já parece abafado só de olhar.
  3. Peça para um eletricista conferir o quadro elétrico. O sistema é ligado em 220 V e precisa de um circuito e um disjuntor só para ele, senão o disjuntor geral desarma.

O espaço no forro e a fiação se resolvem no projeto, e o guia de Instalação de ar-condicionado: preço e cuidados mostra o que cada etapa exige.

veja como esse tipo se sai numa comparação completa — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

O ar central gasta mais energia do que vários aparelhos individuais?
Ele tende a gastar menos do que vários aparelhos convencionais antigos ligados ao mesmo tempo, porque a máquina central reduz a rotação e gela só os cômodos que estão com a válvula aberta. Já comparado a um conjunto de splits inverter novos, a diferença é bem menor e depende de quantos ambientes ficam ligados juntos.
Esse sistema tem etiqueta do INMETRO para eu comparar?
A etiqueta que você usa para comparar split e janela não cobre os sistemas de duto e multi-split. Não existe uma classe A ou B para pôr lado a lado aqui. Então, o jeito certo de comparar é pelos projetos, com o cálculo de carga térmica de cada proposta na mão.

Termos desta página, traduzidos

Próximo passo

Páginas parecidas