pular para o conteúdo

Condicionador de ar e ar-condicionado são a mesma coisa?

EM UMA FRASE

Sim, são o mesmo aparelho. A máquina em si é o condicionador de ar (ou ar-condicionado, com hífen), enquanto o ar condicionado, sem hífen, é o ar que já foi resfriado e tratado por ela.

Só tome cuidado para não confundir nenhum dos dois com um climatizador.

O mecanismo por dentro da máquina

O aparelho funciona tirando o calor de dentro do cômodo e jogando esse calor para fora. Ele não produz ar frio, e também não puxa ar gelado de fora para dentro.

O gás refrigerante que corre pelo cano de cobre muda de estado o tempo todo. Na unidade de dentro (a evaporadora), ele evapora e absorve o calor do ar do quarto. O compressor empurra o gás quente até a unidade de fora (a condensadora), onde o gás solta esse calor para o ar de fora e volta a ser líquido. O nome desse ciclo é refrigeração por compressão de vapor.

Enquanto o ar passa pela máquina e volta para o quarto, a máquina faz três coisas de uma vez: abaixa a temperatura, tira umidade e, no filtro, segura poeira. É por mudar essas três características do ar que a máquina se chama condicionador de ar. Quem faz a ação é o condicionador, e o ar é quem recebe.

Por que o INMETRO escreve só “condicionador de ar”

Na loja e na conversa do dia a dia, trocar os nomes não muda nada, e você não leva produto errado por pedir de um jeito ou de outro. Onde cada nome aparece, da vitrine à nota fiscal, está no guia ar-condicionado ou condicionador de ar.

A diferença aparece no papel oficial. O INMETRO usa apenas “condicionador de ar” nas suas normas, como a Portaria nº 269/2021, e nas tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem. É com esse nome que o órgão testa os modelos para calcular o IDRS, o índice que mede quanto frio o aparelho entrega pela energia que gasta ao longo da estação quente. Esse teste reproduz o calor que faz aqui no Brasil e mede o aparelho tanto no pico quanto em carga parcial (quando ele não precisa trabalhar no máximo).

O erro que custa dinheiro

Escrever com hífen ou sem hífen não prejudica ninguém. O problema é confundir qualquer um dos dois com um climatizador.

O condicionador de ar tem compressor e gás refrigerante em circuito selado. É isso que dá a ele força para chegar na temperatura que você marcou no controle e se manter nela. Já o climatizador não tem compressor. Ele sopra o ar do próprio cômodo através de uma colmeia molhada (uma manta que fica encharcada). Gasta bem menos energia e umedece o ar. No calor seco, com o ar se renovando, ele baixa alguns graus, mas em dia úmido ou em cômodo fechado quase não mexe na temperatura.

O que pesa no preço

O nome impresso na caixa não muda o preço. O que pesa mesmo é a capacidade em BTUs necessária para o seu cômodo, o tipo de compressor (rotação fixa ou rotação variável) e o ciclo. O aparelho que só resfria sai mais barato que o de ciclo reverso, que também aquece no inverno.

Além do aparelho, ainda tem a instalação, que inclui furo na parede, suporte para a unidade externa, tubo de cobre com isolamento e um circuito elétrico separado. Esse orçamento vem do instalador e não está no preço da vitrine.

Quando parar e chamar um técnico

Lavar o filtro de tela em água corrente a cada poucas semanas é serviço seu, e é o que evita a maior parte dos problemas de sujeira.

Se a serpentina criar gelo, se o aparelho pingar água pela frente ou se a unidade de fora passar a fazer barulho estranho, pare de usar e desligue o disjuntor. Antes de chamar alguém, confira se o filtro está limpo, porque filtro entupido pode fazer a serpentina congelar. E, se o aparelho for split e estiver pingando, veja se a ponta da mangueira do dreno lá fora não está dobrada. Mas gelo que volta mesmo com o filtro limpo e vazamento no circuito de gás não se resolvem em casa, porque precisam de um técnico com os instrumentos certos. O mesmo vale para qualquer serviço na fiação do quadro elétrico.

O que muda na prática

O nome que vale nas normas

Portaria nº 269/2021

A portaria que fixa a tabela de eficiência energética dos aparelhos usa só a forma condicionador de ar.

INMETRO

Ensaio em carga total

35 °C

Temperatura em que o aparelho é medido trabalhando no máximo, entregando todo o frio que consegue.

INMETRO

Ensaio em carga parcial

35 °C e 29 °C

As temperaturas dos testes com o aparelho trabalhando abaixo do máximo. O IDRS impresso na etiqueta junta esses testes com o de carga total.

INMETRO

Mitos e pegadinhas

dizem que… Condicionador de ar é sistema central de grande porte e ar-condicionado é o de parede.
na prática… Os dois nomes valem para o split de parede do quarto, para o portátil e para a central do prédio. O tamanho não muda o nome.

Na hora de comprar, o que olhar

  1. Na etiqueta do INMETRO, olhe o IDRS. Quanto maior o número, menos energia o aparelho gasta para entregar o mesmo frio.
  2. Confirme se o que você está comprando tem compressor, porque um climatizador com nome parecido não segura a temperatura que você marca e, em dia úmido, quase não baixa nada.
  3. Veja a tensão impressa na etiqueta e confirme se ela bate com a da tomada do cômodo, porque trocar isso depois vira obra.

Para ver capacidade, consumo e ruído dos modelos um ao lado do outro, a comparação de aparelhos mostra isso em uma tabela só.

compare os modelos deste tipo lado a lado — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

O climatizador serve para alguma coisa?
Serve para fazer o ar circular e umedecer o ambiente, gastando bem menos energia que um condicionador de ar. Em dia de calor seco, essa umidade dá alívio. Já no calor abafado, ele não tem como baixar a temperatura, porque não tem compressor nem gás refrigerante.
O aparelho de ciclo reverso também é um condicionador de ar?
Sim, é a mesma máquina. Ela roda o ciclo ao contrário para aquecer o cômodo no inverno, em vez de só resfriar. Por fazer as duas coisas, costuma custar mais que a versão que apenas resfria.

fontes: INMETRO

Termos desta página, traduzidos

Próximo passo

Páginas parecidas