pular para o conteúdo

Ar-condicionado para lancha: opções portáteis a bordo

A cabine da lancha é apertada, vive úmida por causa do mar e depende da energia limitada das baterias, da tomada do cais ou do gerador de bordo.

O PRIMEIRO OLHAR

O ar portátil funciona na lancha apenas em cabine fechada e com o barco parado. Ele precisa de um duto jogando o ar quente para fora pela escotilha.

Meça a cabine e veja que energia você tem a bordo antes de escolher o aparelho.

O que muda neste ambiente

Como o calor sai da cabine do barco

O portátil tem o compressor e as serpentinas juntos, num aparelho só. Ele puxa o ar da cabine, tira o calor desse ar e precisa despejar esse calor em algum lugar. Esse lugar é o duto flexível que sai pela vigia. Se a passagem em volta do duto fica aberta, o bafo quente volta para dentro na mesma hora e a cabine não esfria.

O ar náutico fixo resolve o mesmo problema de outro jeito. Ele usa a água do mar para levar o calor embora, e por isso a instalação envolve furo no casco, bomba e tubulação. O portátil não mexe em nada disso. Só que ele tem um limite, que é o tamanho do espaço que você quer gelar. Um portátil desse tipo, vendido para uso embarcado, tem capacidade entre 5.100 e 6.100 BTUs, para cabines de 10 m³ a 20 m³, que é mais ou menos o tamanho de um camarote de casal fechado. Os sistemas fixos de entrada costumam ter de 10.000 a 12.000 BTUs, mas existem máquinas marítimas compactas a partir de 6.000 BTUs. Já para um cockpit aberto ou um salão grande, o portátil não dá conta.

A conta que decide: de onde vem a energia

Pela ficha técnica, esse tipo de portátil consome de 600 W a 690 W enquanto o compressor está ligado. É pouco para a tomada do cais e é muito para o banco de baterias que dá partida no motor. Se a sua lancha não tem tomada de cais nem gerador, antes de pensar em qual aparelho comprar, você precisa saber de onde vai vir a energia. Uma bateria dedicada resolve o pernoite, mas a bateria de partida do motor não.

Uma coisa que você vai querer saber é quanto um portátil desses aguenta de maresia. Mas ninguém publicou um teste sobre isso. Esses aparelhos são feitos para camping, caminhão e quarto, não para o sal do mar. Na prática, você troca a durabilidade do aparelho pela vantagem de não furar o casco. Entre um passeio e outro, guarde o aparelho seco e fora da cabine.

Tipo recomendado

Ar-condicionado portátil off-grid

Ele cabe em uma cabine pequena e não precisa de furo no casco nem de bomba de água do mar. E funciona ligado à tomada do cais, ao gerador ou a um banco de baterias dedicado, para você passar a noite a bordo com o barco ancorado.

Cuidados nesta situação

  • Mantenha o duto flexível esticado e sem dobras fechadas para o ar quente sair livremente.
  • Deixe a mangueira de dreno com caimento para fora, para a água condensada não escorrer no piso da cabine.
  • Veja se o cais ou o gerador entrega a voltagem do aparelho antes de plugar.

ver o passo a passo de instalação do portátil →

compare as opções que servem para esta situação — Qual Ar-Condicionado

Perguntas que chegam junto

O ar portátil serve para aquecer a cabine no inverno?
Os modelos de ciclo reverso (os quente e frio) aquecem. Um portátil desse tipo pode chegar a 6.800 BTUs de aquecimento, o bastante para uma cabine pequena numa noite fria na água.
Qual a diferença de preço entre o portátil e o ar náutico fixo?
Segundo a revista Náutica, o sistema fixo náutico custa bem mais que o portátil. E no fixo ainda entra a obra no casco (furo, bomba e tubulação), que é cobrada à parte.
Dá para usar o ar portátil com a lancha navegando?
Não. O balanço solta a fixação do duto na escotilha e a água condensada da bandeja interna transborda para dentro da cabine.

fontes: Revista Náutica, Diversas

Próximo passo

Páginas parecidas